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  • Ozieli Ferreira

GIRASSOL

Atualizado: 25 de Abr de 2019

Mulheres que tiveram ou estão em tratamento de câncer participam de grupo de apoio psicossocial



Compartilhar as dores e as vitórias é um estímulo para superar as dolorosas sessões de quimioterapia. Com essa ideia, a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia de Roraima (Unacon) criou em 2013 o Grupo Girassol, com o objetivo de servir de apoio, espaço de ressignificação e troca de experiência, incentivo e fortalecimento de estratégias para o enfrentamento da doença durante o tratamento.


“Eu sentia a necessidade de conversar, de compartilhar o que estava vivendo e sentindo. Foi então que quis participar de algum grupo. Ouvi falar do Grupo Girassol, que na época tinha outro nome, daí fui convidando as mulheres que estavam em tratamento”, diz Joaquina Paz, de 66 anos. Ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2010. Dois anos depois, começou com o grupo de terapia. “A gente se ajuda, se anima, compartilha. Me sinto protegida. Somos amigas. Somos família”, comenta Joaquina. Hoje ela está curada e faz acompanhamento médico a cada seis meses.


O Grupo Girassol é aberto tanto pacientes que estão em tratamento fazendo quimioterapia, esperando cirurgia e pacientes que estão em processo de acompanhamento depois terem passado pelo tratamento. Atualmente o grupo conta com 15 mulheres. Os encontros ocorrem todas as segundas-feiras, às 8h30 no auditório da Unacon, no Hospital Geral de Roraima.


A aposentada Rosália Maria Dantas, de 79 anos, descobriu um 2015 um linfoma na garganta e precisou fazer seis sessões de quimioterapia. Durante o tratamento ela conheceu o Grupo Girassol, começou a participar e permanece até hoje. “A quimioterapia é violenta. A gente fica abatida, com mobilidade reduzida, perde cabelo. O grupo nos ajuda a compartilhar o que passamos. O que dia em que não vou, sinto falta”, comenta.


Compartilhar as experiências com outras pessoas que passam ou passaram pela mesma situação, pode mudar a forma como se encara o tratamento. “Para as mulheres que estão passando por esta situação, eu digo: não se isole. Fale das suas dores, do mal-estar, procura sempre ajuda”, aconselha Rosália Maria.


As atividades são dinâmicas e variadas. Além de palestras e rodas de conversas, elas fazem oficinas, passeios. “As atividades são feitas de forma interdisciplinar, dinâmica, junto com outros profissionais da área da saúde e/ou da área de interesse da atividade a ser feita, com parceria em caráter voluntário. Temos também passeios temáticos e conferências”, conta a Psicóloga Nara Lisiane, uma das coordenadoras do grupo.


PRÁTICA ACADÊMICA


Além de coordenar as atividades do Grupo Girassol, a Psicóloga Nara Lisiane também é professora na Faculdade Cathedral. Para este trabalho, ela leva sempre acadêmicos de Psicologia da instituição. Cada semana, um grupo participa. “Os acadêmicos do 8º semestre fazem aula prática da disciplina Terapia de Grupo”, ressalta a psicóloga.


A estudante do 9ª semestre, Suzielen de Oliveira, 22 anos, foi uma das alunas que acompanhou as atividades do Grupo Girassol. Durante este semestre, Suzielen faz estágio na Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia de Roraima). “É uma vivência incrível. Quero absorver o máximo de experiência possível. São histórias de luta, de dor, de superação. A gente precisa ser forte, saber lidar com as situações, aprender sobre a doença e o tratamento. A positividade dessas mulheres é incrível”, comenta.


CURIOSIDADE


O nome “Girassol” foi escolhido pelas próprias pacientes que se identificaram com a flor que gira em função da luz do sol. Segundo uma narrativa que leram num dos encontros, nos dias em que não há sol, um girassol se vira de frente pro outro, transmitindo a luz, força e amizade que é cultivada nos encontros.

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