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O Mito Tibanaré

O mito Tibanaré aparece descrito por Luis da Câmara Cascudo como um índio “velho, de rosto enrugado, andando silenciosamente ao entardecer”. Aproxima-se de crianças e pede fumo. Não atendido, leva as crianças embora. Pelo próprio Cascudo sabe-se que não há registro sobre ele em outras regiões do país e que não há também, apesar de ser um índio, conhecimento da origem ou do significado deste nome. O que o torna numa certa medida, essencialmente mato-grossense.

Tibanaré pode ser, também, uma ave noturna de canto “persistente e tênue”. Mas, mesmo em sua versão-pássaro de “ave mato-grossense”, desconhece-se a origem do nome ou do mito.

José de Mesquita, na Cuiabá de 1929, publicou uma crônica, intitulada “Tibanaré”, onde se imprimiu o perfil do índio velho que pede fumo e “assobia depois do anoitecer”. Esse texto de Mesquita foi o suporte de Luis da Câmara Cascudo para falar sobre Tibanaré no seu Geografia dos Mitos Brasileiros. No entanto, não há apontamentos sobre a fonte utilizada ou pesquisada por José de Mesquita para escrever sobre este mito. Ouviu contar? Leu? A história circulava entre a população de Cuiabá dos anos 20/30? Não se sabe...


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